terça-feira, 22 de março de 2011

PISANDO NA CABEÇA DO INIMIGO


Ao longo do tempo tenho ouvido muitas frases que se tornam chavões evangélicos, mas quero me ater neste texto a somente uma frase que certamente você já ouviu ou talvez até mesmo já disse; “Pisa na cabeça do inimigo (ou da serpente)”. Porém esta frase está correta? Vamos observar o que a Palavra de Deus nos diz sobre tal assunto.
As pessoas que pronunciam tal frase se baseiam no que diz o evangelista Lucas em 10.19: Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Mas esta passagem não fica bem claro se é literal ou figurada. No entanto é mais sensato tê-la como figurada. Sendo assim cobras e escorpiões talvez representem espiritos malignos; e o inimigo é o próprio Sátanas. Mas algo ainda mais importante no contexto do versículo 19. O próprio Jesus esclarece que não era para os discipulos se alegrarem pelo simples fato de os espiritos malignos se submeterem a eles e sim porque tinham a salvação. O que podemos entender nesta passagem é que estamos revestidos de autoridade contra toda força do mal e que estes tem que se submeter ao poder do nome de Jesus através de nós. Então podemos pisar na cabeça do diabo ou não? Diante disso partiremos do princípio de que a Bíblia explica a si própria, analisemos outros textos complementares. Em Efésios 1.20-23 nos diz: Esse poder ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à sua direita, nas regiões celestiais, muito acima de todo governo e autoridade, poder e dominio e de todo o nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir. Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja, que é seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas em toda e qualquer circunstância.(N.V.I Grifo meu). No versículo 22 deixa bem claro que Deus colocou todas as coisas debaixo dos pés de Jesus. O que devemos entender é que o poder pertence a Jesus e não a nós meros mortais dependentes da graça. Se nem mesmo o arcanjo Miguel usou pronunciar palavra de maldição contra sátanas, porém disse: O Senhor te repreenda (Judas 9). Mas, então o que dizer de Romanos 16.20: Em breve o Deus da paz esmagará a Sátanas debaixo dos pés de vocês. A graça de nosso Senhor Jesus seja com vocês. E aí? Atente para o texto, em breve o Deus da Paz, isto é Jesus esmagará a Sátanas. As palavras em breve nos remete a algo futuro, isto é no juizo final onde Cristo juntamente com sua igreja presente esmagará a Sátanas, uma figuração da derrota definitiva de Sátanas se cumprindo o que diz Gênesis 3.15: Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a sua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Ele já iniciou todo esse processo, pois Sátanas já foi vencido por Jesus na Cruz e ressuscitando dentre os mortos. Por isso preste atenção em pronunciar: "pisa na cabeça do inimigo", apesar de sermos vencedores juntamente com Cristo, devemos lembrar que o poder é Dele e não nosso e que em breve como igreja sem mácula e com Cristo na eternidade pisaremos na cabeça da serpente de uma vez por todas.
Fique na Paz de Jesus
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Bíblia de estudo N.V.I
Bíblia de Estudo Macarthur
BRUCE, F.F. Romanos, introdução e comentário.
MORRIS, L. Leon. Lucas, introdução e comentário.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Santificação


Nesta semana vi uma imagem que sinceramente me chamou a atenção, mas ao mesmo tempo me levou a imaginar o momento que estamos enfrentando em nossos dias. Vi uma menina de aproximademente 12 a 13 anos se agarrando com um menino aparentemente mais velho a luz do dia, enquanto as pessoas transitavam pelo local. Para muitos isto já se tornou algo normal, “faz parte”, “os tempos mudaram” não é mesmo?. É verdade, apesar de ser jovem de uns tempos pra cá muitas coisas mudaram. Antigamente não viamos por aí homossexuais se beijando, hoje em quase todos os lugares que passamos é possivel ver tal fato. Meninas de 12, 13 anos brincavam de boneca, meninos jogavam bola, as prioridades eram outras. Mas hoje muitos diriam- Qual o problema em ficar? E que tem demais fazer sexo no namoro? Não vejo problema em trair? Isto é o que ouvimos hoje. Porém no Brasil, segundo uma pesquisa feita a média é de 83 nascimentos a cada mil adolescentes ¹ . Isto é uma realidade. Muita coisa mudou e infelizmente muitas coisas deste “mundo” perverso adentrou a igreja. Mudou o nome de pecado, agora ele é problema, mudou o nome do sexo antes do casamento e adultério, passou a chamar necessidades biológicas. Porque se preocupar com isso? Porque ser cristão é aquele que busca ser como Cristo. Sendo assim vejamos o que a Bíblia nos diz em I Ts. 4.3-7: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo”.
O nosso Deus não tolera o pecado, seja qual for, porém este texto nos declara a importância da santificação também na área sexual. Paulo nos ensina que devemos fugir de algumas coisas. Comecemos com a prostituição, em algumas versões imoralidade sexual. Naquele contexto do século I a.C, os padrões morais erão degradantes e baixos, a castidade era considerado algo sem valor, porém o Ap. Paulo defende os padrões bíblicos e exigentes de Deus. No entanto em nossos dias está diferente? Não, pois o ato de abster-se do sexo até o casamento é motivo de chacota para muitos. Quanto a prostituição ela é crescente e assustadora, basta clicar o mouse do computador e logo é possível acessar um site de prostituição. O crente diante disto deve fugir, abster-se deste mal que tem destruido muitas vidas e até mesmo familias. O cristão deve ser diferente de prática de vida daquele que não é cristão. Outra questão é o que Paulo diz no versículo 6: Ninguém defraude seu irmão, noutras versões defraudar é prejudicar. O sentido de defraudar é tirar o direito do próximo. É excitar ou despertar desejos sexuais noutra pessoa, utilizando como se fosse propriedade própria. Os pecados sexuais lesam outras pessoas, além de quem esta praticando. O Sexo pré- nupcial tira o direito do futuro conjuge, pois retira a virgindade desta, algo que é essencial para o casamento. No caso do adultério a outra parte sempre é lesionada. Então o que fazer se o que estamos vendo já era um problema enfrentado pelo Apóstolo Paulo no I século a.C? Devemos buscar ao máximo nos livrar deste mal que sempre nos rodeia e nos apegarmos a Cristo e dependermos totalmente do Espirito Santo. Lembrando que não há tentação maior que possamos suportar (I Cor.10.13). Se estava preso a prostituição fuja porque o Apóstolo Paulo diz: Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. (I Cor. 6.13). Se estava defraudando alguém corra e mude porque com Deus sempre a uma nova chance. Caso algo como isto aconteceu com você, não se culpe, Deus lhe ama da mesma forma, porém tente acertar daqui pra frente. Não deixe sua vida ser conduzida pelos conceitos do mundo e sim por Deus, pois com Ele só temos a ganhar. Busque a santidade em todo o tempo e siga os padrões de Deus para sua vida.
“Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele”. (Rm. 12.2).

¹http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,gravidez-precoce-atinge-25-das-maes-latino-americanas,270128,0.htm
Biblia de estudo N.V.I

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O nome de Deus é JÁ?



Em muitas ocasiões e pregações ouvi dizer que o nome de Deus é Já. Diante disto muitos pregadores expõem tal ideia como no sentido de que Deus aja sempre de forma imediata em qualquer situação e ainda determinam a Deus e clamam para que entre com providência instantânea. No entanto está afirmação está incorreta devido a um erro de tradução para o português. Certamente você pode estar pensando, “a Bíblia tem erros?”. Sim, a Bíblia pode conter erros, porém erros de tradução cometidos por alguns tradutores, mas isto não desconstrói a verdade de que a Bíblia é infalível, inerrante e que não contém contradições em seu conteúdo, levando em conta que Deus é perfeito e todas as suas obras. Sendo assim analisemos a questão do nome de Deus ser Já. O erro se dá devido à tradução da versão Almeida revista e corrigida 1981 do Salmo 68.4, onde aparece o nome de Deus como Já.

“Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que cavalga sobre as nuvens, pois o seu nome é JÁ; exultai diante dele”.

Porém a tradução correta da palavra JÁ seria JAH, devido ser uma abreviação de JAHWEH (Yahweh) , em português Javé ou Jeová, que é o nome pessoal de Deus derivado do tetragrama hebraico YHWH (no hebraico não contava com as letras vogais). Em algumas traduções mais recentes este erro foi resolvido, pois traduzem a palavra JÁ por Senhor ou Jeová. Desta forma devemos entender que cabe a nós como ouvintes da Palavra de Deus pesquisar e saber se o texto referido está correto ou não. Há uma responsabilidade para nós. Não devemos ser crentes papagaios, isto é, ouvir na igreja algo e passar a diante sem ao menos saber se está correto. Certamente isto não diminui o poder do nosso Deus agir, mas Ele aje como quiser talvez já ou não, pois Ele sabe quando agir. Lembre-se Deus é o criador, você criatura feita por Ele e que em Cristo passou a ser chamado de filho.

Fique na Paz

Biblia Almeida revista e corrigida 1981.
Biblia N.V.I de estudo.
DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia. 2 ed. São Paulo: Vida Nova, 1995.
ZIBORDI, Ciro Sanches. Erros que os pregadores devem evitar. Rio de Janeiro: Ed. CPAD, 2009.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Unidade


Em nossos dias pouco ouvimos em falar em unidade nas igrejas. Talvez seja pelo fato de nossa sociedade estar se tornando cada vez mais individualista. Por isso gostaria de relevar e acender uma centelha em nossas cabeças sobre tal assunto. Segundo o dicionário Aurélio, unidade significa: combinação de esforços e de pensamentos. Porém o que devemos ter em mente é que a unidade no corpo de Cristo (igreja) não está ligada ao fato de termos o mesmo modo de pensar em tudo, pois isso seria algo um tanto quanto difícil de ser aplicado, levando em conta que cada ser humano é dotado de personalidades diferentes e opiniões diferentes. Então quando pensamos em unidade da igreja significa combinar nossos esforços e pensamentos para a cruz de Cristo. Sendo assim teremos em nossas convivências eclesiásticas muitas pessoas que pensam diferente de nós em muitas coisas. Alguns acreditam em arminianismo, outros no calvinismo e assim vai. Porém estas coisas são doutrinas nas quais a Bíblia afirma e que pode ser creditada de forma diferente. Até ai tudo bem, mas existe o que podemos chamar de verdades essenciais que não podemos abrir mão. É claro que em algum lugar você já ouviu alguém dizer: “Cada um tem a sua verdade, depende do ponto de vista”. Esta é uma idéia pós-moderna que acredita que a verdade é relativa e que não há verdade absoluta. Porém a Bíblia Sagrada é a verdade absoluta existente, devido ser a Palavra de Deus escrita por homens mediante a inspiração divina. O próprio Cristo nos diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida...” (João 14.6). O autor Tim Riter em seu livro 12 mentiras que você ouve na igreja (pág. 213) define sete verdades essenciais baseadas em Efésios 4.4-6, vejamos quais são: 1. um só corpo- se refere a igreja; 2. um só Espírito- Espírito Santo como parte da divindade; 3. Uma só esperança- retorno de Cristo e nossa morada no céu; 4. um só Senhor- Jesus como parte de divindade e como Senhor da nossa vida; 5. Uma só fé- Proclamação da fé em Jesus; 6. um só batismo- fala da necessidade de participamos dessa comunhão. O filho não se torna cristão porque os pais são; 7. um só Deus e Pai – preeminente na trindade. Estas verdades segundo Tim Riter são as bases para a unidade. Sendo assim certamente não haverá na convivência eclesiástica concordância doutrinária, porém deve haver concordância nestas verdades essências.
Em Efésios 4.3 o Apóstolo Paulo nos diz algo muito importante: “Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”.
No original procurando guardar nos dá o significado de “façam todo o esforço” , está no presente e imperativo. Esta definição nos dá a ideia de que quem cria a unidade é Deus, e esta foi criada devido a morte expiatória de Cristo. A nossa parte diante disto é ter a responsabilidade de evitar que essa unidade seja destruida. Então temos um compromisso de sermos agentes mantenedores de unidade e não destruidores. É necessário colocar a unidade em prática e não somente ser um discurso bonito e apreciativo. Sendo assim muitos por não aceitarem a doutrina de suas igrejas e pensarem diferente, acreditam não haver espaço para si, então ao invés de propor a unidade, a destrói, devido a seu modo de pensar ser melhor do que os outros que pensam diferente e acabem se apoiando em sua própria verdade. Outros por acharem suas opiniões certas desconsideram a opinião contrária e começam a falar mal do grupo contrário. Isto é uma forma desastrosa de acabar com a unidade da igreja
Não há como vivermos isolados uns dos outros, sejamos uma igreja (você) unida não na mesma forma de pensar em tudo e sim unidos com o mesmo propósito, a mensagem da cruz. Lembre-se que a unidade é um principio que vem de Deus, mantê-la depende de você.

Fique na PAz

Biblia N.V.I de Estudo

RITER, Tim. 12 mentiras que você ouve na igreja. São Paulo: Ed. Vida Nova, 2009.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Porque comemorar o natal


POR Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho


O natal tem sido combatido por alguns cristãos, que alegam que ele é a festa pagã do culto ao Sol. Estabanamento puro. Escolheu-se esta data, entre outras, porque Cristo é o sol da justiça (Ml 4.6). Outros combatem a árvore de natal, dizendo-a vir culto pagão às árvores. Mas a Bíblia se abre e fecha com a presença de uma árvore (Gn 3.9 e Ap 22.14). A prática veio de Lutero, que enfeitou uma árvore em seu quintal, para comemorar o natal.

O cristianismo e a Bíblia expressam as verdades de Deus na cultura existente. Aplicamos o nome “Emanuel” a Jesus, mas o Emanuel de Isaías 7.14 é Ezequias, filho do rei Acaz, a quem o profeta se dirigiu, tanto que em Isaías 8.8 o Emanuel está vivo e recebe uma mensagem de Isaías. Os quatro títulos aplicados a Jesus, em Isaías 9.6 (“Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”) eram usados na sagração do novo Faraó, no Egito. O profeta os aplicou a Jesus. Ele é o Messias, mas Deus diz que Ciro é “seu ungido” (Is 45.1), em hebraico, messhyhu, “messias dele”. A igreja nascente adaptou passagens do Antigo Testamento para firmar seus conceitos. A “virgem” de Isaías 7.14 foi aplicada a Maria, em apoio ao nascimento virginal de Jesus. Mas é a esposa de Acaz, mãe de Ezequias, e o termo hebraico, almah, significa, primeiro “uma jovem na idade de se casar, uma donzela”. O termo foi entendido como “virgem” pelos tradutores da Bíblia Hebraica para a Bíblia Grega. Eles usaram parténos, “virgem”. Isto direcionou nossa leitura para este aspecto. Mesmo que almah não signifique, primeiramente, “virgem” e se aplique, primeiramente, à esposa de Acaz, isto não invalida o nascimento virginal de Jesus. O Novo Testamento o afirma (Mt 1.18). Não é preciso negar tudo porque se descobriu um aspecto que não corresponde ao que pensávamos. É insensatez jogar tudo fora por causa de uma parte. Meio entendimento é pior que entendimento algum. Principalmente se produz estabanamento intelectual.

Natal não é festa pagã. Dizer isto é falta de inteligência. É a comemoração do nascimento de Jesus. Se a data não foi 25 de dezembro, qual é o problema? A páscoa, quando se comemora a morte de Cristo, cada ano cai num dia. Mas não invalida a morte vicária de Cristo.

A postura de alguns em reinventar e redescobrir o evangelho é prejudicial. Pergunte a um cristão sincero, não desses que estão reinventando o evangelho, o que ele comemora no dia 25 de dezembro. Ele dirá: “O nascimento de Jesus”. Na falta da data certa, ficou-se com esta. Qualquer outra suscitaria uma crítica de alguém. Que critiquem.

O erro não é comemorar o natal de Jesus. O erro é trocá-lo por Papai Noel, é olhar o aspecto apenas humano e sentimental da ocasião e esquecer o aspecto espiritual. Por isto, comemore o natal. Com gratidão a Deus. Louve-o por seu Filho, Jesus Cristo, nosso Salvador. E ignore a rabugice de outros. Natal é para lembrarmos que Deus se fez homem e habitou entre nós.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Radicados, edificados e confirmados na fé


O apóstolo Paulo como toda a inspiração do Espírito Santo nos demonstra em sua carta aos Colossenses no capítulo 2.6 e 7 o seguinte: Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.
Paulo exorta aos colossenses a expressarem uma vida de reconhecimento do senhorio de Cristo em suas vidas em todo o tempo. O verbo utilizado por “andai” no capítulo 6 significa algo prático como “conduzam sua vida nele”. Eis a questão: será que estamos conduzindo a vida nele ou nós estamos conduzindo? Fico a pensar o quanto estamos nos tornamos egoístas a cada dia na busca de um cristianismo sem sofrimento, sem renúncia, sem mudança e cheio de imposições a Deus como se Ele fosse obrigado a cumprir todo o desejo do nosso coração. Podemos ver isso a partir de uma análise das letras das músicas “evangélicas” de hoje que utilizam o pronome pessoal da primeira pessoa do singular de forma constante como estas que podemos ver; eu quero de volta o que é meu..., eu tenho a marca da promessa..., hoje meu milagre vai chegar, eu vou crer não vou duvidar..., estas são algumas dentre muitas que existem. Poucas são as músicas nas quais o centro delas é Jesus e que nos levam a ter uma vida com ele, a andar nele. Muitos “pregam” um evangelho onde Jesus aparece de vez em quando, porém o verdadeiro evangelho Jesus é sempre o centro, é uma pregação cristocêntrica sem temer o que possa acontecer, se está agradando ou não, o que importa é pregar a verdade tal como ela é, isto é andar em Cristo. Este ato requer passar por momentos de sofrimento, renúncia do ego e uma vida de dedicação ao reino, sempre aos pés da cruz reconhecendo que a graça, o poder e a glória pertencem a Jesus.
Diante deste fato no versículo 7 vemos as metáforas utilizadas pelo apóstolo Paulo. A princípio ele utiliza a linguagem de horticultura, arraigados, como uma árvore enraizada, isto demonstra algo que não é arrancado facilmente, esta bem firme. Já para a palavra edificados usa a linguagem de arquitetura que denota um crescimento progressivo, onde a trasformação é aos poucos, dia a dia. E finalizando usa o termo confirmados, que denota a idéia juridica, isto é, um contrato ratificado e obrigatório, onde o que é feito não pode regressar, nem ser mudado e isto com fé. Todas estas metáforas são utilizadas para descrever a intenção do apóstolo Paulo em lembrar o povo de colossos para permanecerem firmes no verdadeiro evangelho e não se render aos falsos ensinos.
Com isso é possível entendermos que este crescimento em Cristo é gradativo e contínuo.
Assim o cristianismo que Paulo pregava nunca foi e nunca será moleza. É certo que grandes homens viveram o verdadeiro evangelho e sofreram no passado para que o Cristianismo fosse propagado, entre estes se encontram John Wycliffe, John Huss pessoas que realmente lutaram pelo evangelho de Jesus, antes mesmo de Lutero e Calvino que foram os icones da reforma protestante, porém os desconhecidos nem sempre são lembrados. Agora cabe a nós simplesmente dar continuidade a este processo sem exitar e nem se vender a um evangelho comercial, onde se preocupa com o lucro e com a fama adquirida, sem se importar se esta de acordo com a Palavra de Deus ou não. O que devemos ter sempre em mente é que nossa vida deve estar em Cristo, e quando isto acontece a certeza de que estamos debaixo de sua vontade aumenta e Ele mesmo nos dá força para continuar através do Espirito Santo, pois Jesus é a verdade, então se pregarmos a verdade Ele sempre estará conosco. Não busque holofotes, busque andar em Cristo, arraigados, edificados e confirmados na fé.
Fique na Paz de Jesus
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MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom, introdução e comentário. São Paulo. Ed.Vida Nova

domingo, 31 de outubro de 2010

O ESPINHO NA CARNE E A RESPOSTA DE DEUS


E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.

Neste texto de II Coríntios 12.7,8 vemos a narração feita pelo apóstolo Paulo que nos diz sobre o espinho na carne que recebera após as revelações. A palavra skolops que é utilizada para espinho aparece somente neste texto e mais em nenhum outro no Novo Testamento, era usada para qualquer objeto pontiagudo, isto é, estaca, anzol, lasca de madeira ou metal e espinho. Neste contexto podemos entender que seja um espinho.
O apóstolo segue descrevendo o espinho na carne como mensageiro de satanás. Como fica então está questão “mensageiro de sátanas”. Neste texto satanás recebeu a permissão para perturbar Paulo. Certamente podemos entender pela Palavra de Deus que satanás não tem poder a não ser o que Deus lhe permite utilizar. Porém todas as ações de satanás acabam sendo utilizadas para o propósito divino, seja ela qual situação for, no caso do apóstolo Paulo foi o espinho na carne.

O que era este espinho?

Não se pode saber ao certo qual seria este espinho na carne. Porém algumas sugestões são apresentadas:
1ª. Alguma forma de perturbação espiritual, opressão demoniaca. 2ª. Perseguições – adversários judeus, ou pelos adversários cristãos que se opunham a Paulo. 3ª. Enfermidade fisica ou mental- problemas nos olhos, febre continúa, gagueira, epilepsia ou perturbação neurológica.
A mais aceitável e provável é que o espinho na carne seja um problema nos olhos baseado no texto de Gálatas 4.15. Sendo assim o que podemos aprender com isso? O que mais nos interessa neste contexto é a resposta de Deus ao Apóstolo Paulo “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.
Em quantos momentos de nossa vida achamos por conta própria que não há mais saida ou solução para o problema enfrentado. O apóstolo Paulo enfrentava algo muito mais complexo e dificíl que muitos problemas modernos que enfrentamos, mas Deus não retirou o espinho de Paulo, pois a graça de Deus o ajudaria a conviver com o espinho.
E nós nos contentariamos com esta resposta? Certamente não! Devido ao fato de estarmos vivendo em mundo pós-moderno onde tudo é relativo e que tudo gira em torno de uma palavra “imediatismo”- é pra agora, pra hoje se não, não quero mais. É assim que muitos “crentes” da era atual tem se portado diante de Deus, acham que podem manipulá-lo, mas Deus não age mediante pressão do ser humano, - “Se Deus não resolver meu problema, não curar minha doença, não restaurar minha familia, não transformar minha situação financeira, isto é, não tirar o meu “espinho na carne” não vou mais a igreja”. Isto acontece com muitos, mas se não enfrentarmos as dificuldades que a vida nos proporciona nunca seremos fortes o suficiente. Já o apóstolo Paulo aprendeu a lição depois da resposta de Deus, ele diz no versículo 10: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando sou fraco é que sou forte”.
A graça de Deus basta para cada um de nós, que possamos deixar que todas as situações gerem em nós o caráter de Cristo, pois em todas elas o poder de Deus se aperfeiçoará na nossa fraqueza.

Fique na paz de Jesus

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Bibliografia

KRUSE, Colin. 2º Coríntios, introdução e comentário. Vida Nova: São Paulo.

Bíblia de estudo N.V.I