quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Porque comemorar o natal


POR Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho


O natal tem sido combatido por alguns cristãos, que alegam que ele é a festa pagã do culto ao Sol. Estabanamento puro. Escolheu-se esta data, entre outras, porque Cristo é o sol da justiça (Ml 4.6). Outros combatem a árvore de natal, dizendo-a vir culto pagão às árvores. Mas a Bíblia se abre e fecha com a presença de uma árvore (Gn 3.9 e Ap 22.14). A prática veio de Lutero, que enfeitou uma árvore em seu quintal, para comemorar o natal.

O cristianismo e a Bíblia expressam as verdades de Deus na cultura existente. Aplicamos o nome “Emanuel” a Jesus, mas o Emanuel de Isaías 7.14 é Ezequias, filho do rei Acaz, a quem o profeta se dirigiu, tanto que em Isaías 8.8 o Emanuel está vivo e recebe uma mensagem de Isaías. Os quatro títulos aplicados a Jesus, em Isaías 9.6 (“Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”) eram usados na sagração do novo Faraó, no Egito. O profeta os aplicou a Jesus. Ele é o Messias, mas Deus diz que Ciro é “seu ungido” (Is 45.1), em hebraico, messhyhu, “messias dele”. A igreja nascente adaptou passagens do Antigo Testamento para firmar seus conceitos. A “virgem” de Isaías 7.14 foi aplicada a Maria, em apoio ao nascimento virginal de Jesus. Mas é a esposa de Acaz, mãe de Ezequias, e o termo hebraico, almah, significa, primeiro “uma jovem na idade de se casar, uma donzela”. O termo foi entendido como “virgem” pelos tradutores da Bíblia Hebraica para a Bíblia Grega. Eles usaram parténos, “virgem”. Isto direcionou nossa leitura para este aspecto. Mesmo que almah não signifique, primeiramente, “virgem” e se aplique, primeiramente, à esposa de Acaz, isto não invalida o nascimento virginal de Jesus. O Novo Testamento o afirma (Mt 1.18). Não é preciso negar tudo porque se descobriu um aspecto que não corresponde ao que pensávamos. É insensatez jogar tudo fora por causa de uma parte. Meio entendimento é pior que entendimento algum. Principalmente se produz estabanamento intelectual.

Natal não é festa pagã. Dizer isto é falta de inteligência. É a comemoração do nascimento de Jesus. Se a data não foi 25 de dezembro, qual é o problema? A páscoa, quando se comemora a morte de Cristo, cada ano cai num dia. Mas não invalida a morte vicária de Cristo.

A postura de alguns em reinventar e redescobrir o evangelho é prejudicial. Pergunte a um cristão sincero, não desses que estão reinventando o evangelho, o que ele comemora no dia 25 de dezembro. Ele dirá: “O nascimento de Jesus”. Na falta da data certa, ficou-se com esta. Qualquer outra suscitaria uma crítica de alguém. Que critiquem.

O erro não é comemorar o natal de Jesus. O erro é trocá-lo por Papai Noel, é olhar o aspecto apenas humano e sentimental da ocasião e esquecer o aspecto espiritual. Por isto, comemore o natal. Com gratidão a Deus. Louve-o por seu Filho, Jesus Cristo, nosso Salvador. E ignore a rabugice de outros. Natal é para lembrarmos que Deus se fez homem e habitou entre nós.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Radicados, edificados e confirmados na fé


O apóstolo Paulo como toda a inspiração do Espírito Santo nos demonstra em sua carta aos Colossenses no capítulo 2.6 e 7 o seguinte: Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.
Paulo exorta aos colossenses a expressarem uma vida de reconhecimento do senhorio de Cristo em suas vidas em todo o tempo. O verbo utilizado por “andai” no capítulo 6 significa algo prático como “conduzam sua vida nele”. Eis a questão: será que estamos conduzindo a vida nele ou nós estamos conduzindo? Fico a pensar o quanto estamos nos tornamos egoístas a cada dia na busca de um cristianismo sem sofrimento, sem renúncia, sem mudança e cheio de imposições a Deus como se Ele fosse obrigado a cumprir todo o desejo do nosso coração. Podemos ver isso a partir de uma análise das letras das músicas “evangélicas” de hoje que utilizam o pronome pessoal da primeira pessoa do singular de forma constante como estas que podemos ver; eu quero de volta o que é meu..., eu tenho a marca da promessa..., hoje meu milagre vai chegar, eu vou crer não vou duvidar..., estas são algumas dentre muitas que existem. Poucas são as músicas nas quais o centro delas é Jesus e que nos levam a ter uma vida com ele, a andar nele. Muitos “pregam” um evangelho onde Jesus aparece de vez em quando, porém o verdadeiro evangelho Jesus é sempre o centro, é uma pregação cristocêntrica sem temer o que possa acontecer, se está agradando ou não, o que importa é pregar a verdade tal como ela é, isto é andar em Cristo. Este ato requer passar por momentos de sofrimento, renúncia do ego e uma vida de dedicação ao reino, sempre aos pés da cruz reconhecendo que a graça, o poder e a glória pertencem a Jesus.
Diante deste fato no versículo 7 vemos as metáforas utilizadas pelo apóstolo Paulo. A princípio ele utiliza a linguagem de horticultura, arraigados, como uma árvore enraizada, isto demonstra algo que não é arrancado facilmente, esta bem firme. Já para a palavra edificados usa a linguagem de arquitetura que denota um crescimento progressivo, onde a trasformação é aos poucos, dia a dia. E finalizando usa o termo confirmados, que denota a idéia juridica, isto é, um contrato ratificado e obrigatório, onde o que é feito não pode regressar, nem ser mudado e isto com fé. Todas estas metáforas são utilizadas para descrever a intenção do apóstolo Paulo em lembrar o povo de colossos para permanecerem firmes no verdadeiro evangelho e não se render aos falsos ensinos.
Com isso é possível entendermos que este crescimento em Cristo é gradativo e contínuo.
Assim o cristianismo que Paulo pregava nunca foi e nunca será moleza. É certo que grandes homens viveram o verdadeiro evangelho e sofreram no passado para que o Cristianismo fosse propagado, entre estes se encontram John Wycliffe, John Huss pessoas que realmente lutaram pelo evangelho de Jesus, antes mesmo de Lutero e Calvino que foram os icones da reforma protestante, porém os desconhecidos nem sempre são lembrados. Agora cabe a nós simplesmente dar continuidade a este processo sem exitar e nem se vender a um evangelho comercial, onde se preocupa com o lucro e com a fama adquirida, sem se importar se esta de acordo com a Palavra de Deus ou não. O que devemos ter sempre em mente é que nossa vida deve estar em Cristo, e quando isto acontece a certeza de que estamos debaixo de sua vontade aumenta e Ele mesmo nos dá força para continuar através do Espirito Santo, pois Jesus é a verdade, então se pregarmos a verdade Ele sempre estará conosco. Não busque holofotes, busque andar em Cristo, arraigados, edificados e confirmados na fé.
Fique na Paz de Jesus
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MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom, introdução e comentário. São Paulo. Ed.Vida Nova

domingo, 31 de outubro de 2010

O ESPINHO NA CARNE E A RESPOSTA DE DEUS


E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.

Neste texto de II Coríntios 12.7,8 vemos a narração feita pelo apóstolo Paulo que nos diz sobre o espinho na carne que recebera após as revelações. A palavra skolops que é utilizada para espinho aparece somente neste texto e mais em nenhum outro no Novo Testamento, era usada para qualquer objeto pontiagudo, isto é, estaca, anzol, lasca de madeira ou metal e espinho. Neste contexto podemos entender que seja um espinho.
O apóstolo segue descrevendo o espinho na carne como mensageiro de satanás. Como fica então está questão “mensageiro de sátanas”. Neste texto satanás recebeu a permissão para perturbar Paulo. Certamente podemos entender pela Palavra de Deus que satanás não tem poder a não ser o que Deus lhe permite utilizar. Porém todas as ações de satanás acabam sendo utilizadas para o propósito divino, seja ela qual situação for, no caso do apóstolo Paulo foi o espinho na carne.

O que era este espinho?

Não se pode saber ao certo qual seria este espinho na carne. Porém algumas sugestões são apresentadas:
1ª. Alguma forma de perturbação espiritual, opressão demoniaca. 2ª. Perseguições – adversários judeus, ou pelos adversários cristãos que se opunham a Paulo. 3ª. Enfermidade fisica ou mental- problemas nos olhos, febre continúa, gagueira, epilepsia ou perturbação neurológica.
A mais aceitável e provável é que o espinho na carne seja um problema nos olhos baseado no texto de Gálatas 4.15. Sendo assim o que podemos aprender com isso? O que mais nos interessa neste contexto é a resposta de Deus ao Apóstolo Paulo “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.
Em quantos momentos de nossa vida achamos por conta própria que não há mais saida ou solução para o problema enfrentado. O apóstolo Paulo enfrentava algo muito mais complexo e dificíl que muitos problemas modernos que enfrentamos, mas Deus não retirou o espinho de Paulo, pois a graça de Deus o ajudaria a conviver com o espinho.
E nós nos contentariamos com esta resposta? Certamente não! Devido ao fato de estarmos vivendo em mundo pós-moderno onde tudo é relativo e que tudo gira em torno de uma palavra “imediatismo”- é pra agora, pra hoje se não, não quero mais. É assim que muitos “crentes” da era atual tem se portado diante de Deus, acham que podem manipulá-lo, mas Deus não age mediante pressão do ser humano, - “Se Deus não resolver meu problema, não curar minha doença, não restaurar minha familia, não transformar minha situação financeira, isto é, não tirar o meu “espinho na carne” não vou mais a igreja”. Isto acontece com muitos, mas se não enfrentarmos as dificuldades que a vida nos proporciona nunca seremos fortes o suficiente. Já o apóstolo Paulo aprendeu a lição depois da resposta de Deus, ele diz no versículo 10: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando sou fraco é que sou forte”.
A graça de Deus basta para cada um de nós, que possamos deixar que todas as situações gerem em nós o caráter de Cristo, pois em todas elas o poder de Deus se aperfeiçoará na nossa fraqueza.

Fique na paz de Jesus

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Bibliografia

KRUSE, Colin. 2º Coríntios, introdução e comentário. Vida Nova: São Paulo.

Bíblia de estudo N.V.I

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A IGREJA E O REINO DE DEUS


É notável em nossos dias o aparecimento de várias igrejas em todos os lugares por onde passamos, todas estas com nomes dos mais variados. A maioria surge a partir de uma suposta “visão enviada por Deus” aos líderes com o propósito não muito definido. Dizer que foi Deus quem disse é fácil, porém se realmente foi fica ao julgamento da consciência de cada um deles. Mas o que chama a minha atenção é que estes fogem a um propósito vital da igreja, isto é, o reino de Deus, algo que deveria ser prioritário, mas que se torna secundário. Devido a isso gostaria de relevar esta questão de forma resumida: O que é o reino de Deus? Para entendermos melhor o que significa reino de Deus vejamos a definição de George E. Ladd:

“O reino é primeiramente o governo dinâmico ou o domínio real de Deus e, derivando dessa idéia, a esfera na qual o domínio é experimentado. Na linguagem bíblica, o reino não é identificado com os seus súditos. Eles são o povo do domínio de Deus que adentram o reino, nele vivem, e por ele são governados. A igreja é a comunidade do reino, mas nunca o reino em si. Os discípulos de Jesus pertencem ao reino assim como o reino pertencem a eles; todavia, eles não são o reino. O reino é o domínio de Deus; a igreja é uma sociedade de homens.” ( pg. 111).

Sendo assim podemos entender que a igreja não é o reino de Deus, mas a proclamadora do reino de Deus. Esta deve ser a única e objetiva visão da igreja, o reino. Podemos entender o reino de Deus como a soberania de Deus sendo uma realidade presente quanto futura, por isso há uma relação próxima entre o reino e a igreja, quanto mais a igreja proclama o reino mais pessoas virão para a igreja e assim entregarão suas vidas ao domínio de Deus, e isso acontece devido a ação regeneradora do Espírito Santo no coração do pecador. Como nos ensina o apóstolo Paulo em Colossenses 1.13. “Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado”. Isto acontece a todo aquele que se deixa dominar pelo reino de Deus.
Desta forma a igreja tem a missão de proclamar o reino, ela não pode se calar e deixar que os padrões do mundo se estabeleçam e se alarguem dentro de si. É de vital necessidade pregar a mensagem de arrependimento (Mateus 4.17), de transformação real e permanente e não mensagens que estimulam a mudança financeira e o bem estar, algo totalmente pragmático e egoísta, que não expõe o pecado. Pregasse sobre prosperidade, sobre conquistas, sobre como alcançar um futuro brilhante, como ser bem sucedido. Porém o próprio Cristo nos ensina: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam". (Mateus 6.19-20). E ainda mais “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. Isto realmente é incoerente para muitos, pois nos dias em que vivemos estão trocando o que é eterno pelo que é temporal, trocam o real pela ilusão. Porém o que deve ser pregado é a transformação de caráter, vida de intimidade com Deus, devoção pessoal, santificação.
Não é mais momento de obscurecer a verdadeira mensagem, é hora de expô-la a luz, para que em nossos dias o reino das trevas não prevaleça, pois a cada dia, a cada momento o reino das trevas tem mostrado suas garras com toda a força enquanto que a igreja de Cristo tem se preocupado com sua própria existência e sua estrutura interna.
A igreja tem de proclamar o reino e lutar pelos princípios bíblicos, não temendo o que possa acontecer, pois a Palavra de Deus nos diz que as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja de Cristo (Mateus 16.18). Resgatemos os valores do reino de Deus e não o reino material. Não podemos nos preocupar em agradar os ouvintes com pregações fantasmagóricas, onde se leva o público a crer em coisas que jamais acontecerão em sua vidas. É nosso dever como cristãos verdadeiros hastear a verdadeira bandeira do evangelho do reino, pois este sim transforma e restaura a vida do perdido e leva-o a viver sob o domínio do reino de Deus. (Mateus 6.21-34).
Toda a igreja que foge a proclamação do reino torna a sua existência ineficaz, e passa a subsistir em si mesma. Que possamos realmente buscar viver o reino de Deus e proclamá-lo. Certamente não encontraremos uma igreja perfeita, mas é possível encontrar uma igreja que tem compromisso com o reino de Deus de forma verdadeira e não superficial.
Que os líderes eclesiásticos possam realmente resgatar este objetivo para o qual a igreja existe, em dias onde a mensagem é totalmente pragmática, egoísta e motivacional. Não é fácil vivermos a proclamar o reino de Deus num mundo onde a preocupação e prioridades são outras, porém somos os embaixadores deste reino e devemos assumir tal responsabilidade. Deus é conosco!!!

FiQuE Na PaZ De JeSuS
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Bibliografia

GRUDEN, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999.
Bíblia N.V.I de estudo
LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2003.

sábado, 2 de outubro de 2010

Intimidade com Deus


Nos dias em que estamos vivendo há uma busca incessante por um evangelho que não é o evangelho de Jesus. Muitos querem bênçãos de ordem material, mas poucos querem viver uma vida de intimidade com Deus.
Quando pensamos em viver uma vida de intimidade requer uma mudança de pensamento, onde nossa vontade carnal deixa de ser prioridade. A definição da palavra intimidade no dicionário Aurélio significa caráter do que é intimo; secreto; amizade intima. Quando pensamos nesta definição é notável que no relacionamento de intimidade com Deus, não esta ligada a questões exteriores. Ser intimo de Deus não tem nada a ver com demonstrações exteriores. Intimidade com Deus não esta no fato de como a pessoa se porta num culto, se ela fala em línguas estranhas ou ergue as mãos para o alto na hora do louvor e grita, profetiza ou usa terno e gravata, nada disso é uma evidência de que ela tem mais intimidade com Deus. Visto que esta intimidade deve ser cultivada em secreto com Deus, é algo de dentro para fora e quando isto acontece certamente não precisará ser demonstrado, pois, será visto por todos. Uma verdadeira intimidade é gerada através de relacionamento. Quando se tem um amigo, você passa muitos meses ou dias sem falar com ele? Dificilmente né? Pois quando se é amigo de alguém buscamos manter contato sempre que possível, existe uma convivência, um sabe o que o outro gosta mais ou não gosta. Porém muitos querem ser amigos de Deus aos finais de semana e durante o decorrer da semana nem sequer pensam em Deus. Para ser amigo de Deus é necessário ter um desejo intenso de buscá-lo, ter sede de conhecê-lo, de ser amigo intimo e fazer sua vontade, assim como disse o Salmista no Salmo 42: “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!”
Isto é possível se praticarmos aquilo que a Palavra de Deus nos ensina. A intimidade com Deus diz respeito aquilo que se faz quando está sozinho na internet, no quarto, no trabalho, em qualquer lugar onde não há ninguém olhando, somente Deus. Isto quer dizer que intimidade esta mais relacionada ao caráter do que qualquer outra coisa. Diante deste fato o diabo age de forma ardil para destruir a nossa vida com Deus, este é o papel dele através das tentações, do pecado, do stress, do nervosismo, da falta de perdão, isto é, da falta de amor tão crescente em nossos dias (João 10.10).
Ter intimidade com Deus requer uma vida de disciplina espiritual através da dedicação a oração, jejum e leitura bíblica. Porém esta "trilogia" não deve ser praticada como um fardo ou dever, mas, sim como algo desejado no intimo do nosso ser. A oração sem vontade é vã, jejum sem propósito é mera abstinência de comida e leitura bíblica somente pra dizer que leu, de nada vale.
Outra situação que devemos estar conscientes é que não se deve buscar ter intimidade com Deus quando as coisas em sua vida estão bem nas finanças, na família, no trabalho, mas tenha intimidade quando tudo esta desabando ao seu redor, assim como disse o profeta Habacuque: “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação (3.17,18). Só é possível dizer isso quando se tem certo grau de intimidade com Deus. Portanto ter intimidade com Deus requer uma vida de constante arrependimento, devoção, santificação e principalmente temor ao nosso Deus. Quanto mais termos intimidade com Deus mais absorveremos os seus valores.
Viva esta intimidade com Deus e sua vida mudará!!

“O SENHOR Deus é amigo daqueles que o temem e lhes ensina as condições da aliança que fez com eles”. (Salmos 25.14 N.T.L.H)


Fique na paz de Jesus!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

É possível ser alegre!



O ser humano vive em busca da alegria em todas as áreas da vida, e para tê-la fazem o que for necessário. Buscam vários métodos, fórmulas e religiões. Alguns tentam encontrar a alegria em coisas supérfluas como bebidas, drogas, sexo, carros, dinheiro, poder, viagens pelo mundo, bens materiais, etc. Mas nenhuma destas alternativas não passam de momentos ilusórios de uma pseudo-alegria e acabam enganando a si mesmos. Tudo isso na busca do preenchimento do vazio existencial que há dentro do coração humano.
Para muitos a alegria é um estado de espírito que deve ser sempre mantido em evolução. Outros pensam que a alegria esta vinculada a estar bem financeiramente, ter todos os bens desejados nesta vida e sucesso em todas as áreas. Diante deste pensamento certa vez conversando com uma pessoa ela disse assim: “Eu não sou feliz porque tudo dá errado na minha vida, quando melhora um lado, estraga o outro”. Porém a verdadeira alegria não consiste em estar bem em todo o momento, e nem ter tudo o que se deseja. No entanto é possível ser alegre mesmo passando por momentos desanimadores, problemas e dificuldades. Desta forma não se pode entender que nunca ficaremos tristes ou desanimados, mas que nestes momentos a alegria nos motivará. Você pode estar se perguntando agora: Como isso é possível?
No capítulo 4 e versículo 4 da carta do apóstolo Paulo aos Filipenses nos diz: Alegrai-vos sempre no Senhor, e digo outra vez: Alegrai-vos. Neste contexto Paulo emprega a palavra chara no grego para descrever alegria. O mais interessante é que o Apóstolo Paulo escreveu esta carta provavelmente preso em Roma ou Éfeso, mas mesmo assim encoraja os filipenses que estavam livres a viverem em alegria. Nesta carta ele utilizou a palavra alegria (substantivos, verbos e sinônimos) cerca de 15 vezes. Assim nos ensinou que é possível obter alegria nesta terra se estivermos unidos em comunhão com o Criador das nossas vidas, mesmo vivendo momentos desfavoráveis, pois esta alegria não é meramente terrestre e humana e sim no Senhor. Não podemos nos esquecer também que a alegria é um fruto do Espírito, é produzido por ele em nós (Gálatas 5.22). Não há outra forma neste mundo para se obter a verdadeira alegria. Talvez você precise viver esta alegria mesmo já sendo crente, freqüentando a igreja, por isso se entregue completamente a Cristo de todo o seu ser e assim realmente viverá a verdadeira alegria e conseguirá enfrentar as situações desfavoráveis. Quando se vive na presença de Deus a alegria não é passageira e sim permanente e integral, pois aquele que vive em Cristo não depende de fatores externos para ser feliz.

Eu vos tenho dito estas coisas para que a minha alegria permaneça em vós e a vossa alegria seja plena. João 15.11


Fique na Paz de Jesus

sábado, 11 de setembro de 2010

Culto ou Show?




"Em muitas igrejas de hoje temos movimentação, mas não unção." John Blanchard


A partir da frase deste autor cristão fico a imaginar como esta a igreja nos dias de hoje. A cada dia que passa surge novos movimentos que são denominados como a manifestação da unção de Deus. Porém tenho de discordar de tais manifestações e concordar com John Blanchard que tudo hoje não passa de uma movimentação e nada de unção. Para entendermos melhor a palavra unção vem do vocábulo grego chrisma como em I João 2.20,27. Neste contexto do apóstolo João a unção de Deus nos dá capacidade ou virtude de discernir o cisma e a heresia. A unção nada mais é do que o próprio Espírito Santo. Todo aquele que recebe Cristo como salvador recebe a unção (Espírito Santo) de Deus para instruí-lo na verdade. (2 Cor. 11.20-22). O grande problema é que muitos confundem a unção de Deus com barulho ou falar alto no microfone, portanto a unção de Deus realmente nos leva a uma transformação interior, onde nos capacita a nos tornamos crentes melhores e aptos para levarmos a mensagem do evangelho da cruz adiante.
Por causa de não se entender a que é realmente a unção de Deus vários pregadores se tornaram astros do cristianismo atual e o evangelho tem se tornado comércio. É normal cobrar valores exorbitantes para se pregar, quanto mais conhecido mais caro se cobra. Isto se dá porque são contratados para fazer o “show” acontecer em nome de Deus. Profetizam o óbvio e transmitem profecias universais que cabem a qualquer pessoa, derrubam as pessoas no chão sem motivo algum e muito mais. Tais pregadores se vestem como “astros” como se fossem “show-mam”. Desta maneira passa então a ser um culto a personalidade e não há Deus, imagino Jesus do lado de fora de muitas igrejas, esperando o momento do culto onde ele irá ser adorado, isto se houver espaço. Porém não devemos esquecer que o centro do culto é Deus, tudo o que for feito deve ser com o objetivo de adorá-lo (Salmo 100).
Quantas vezes muitas pessoas são motivadas a ir a um culto devido a pessoa que estará “pregando” no culto. Certa vez recebi em minhas mãos um panfleto de uma igreja que dizia: Não perca!!! O profeta raio x. Tudo isso para mostrar que o homem era usado por “Deus”. Mediante a estas coisas o que precisamos para nossos dias é discernimento. Devemos lembrar as palavras do apóstolo João que sabiamente diz: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. 1 João 4:1.
Muitos são os enganadores que tem adentrado em igrejas com ovelhas, mas na verdade não passam de lobos enganadores, na procura de engordar sua contas bancárias e ter um suposto “sucesso” ministerial. Não seja manipulado por movimentações que nada tem de Deus. Que possamos ter uma consciência realmente espiritual e não meramente emocional onde tudo que é dito em nome de Deus é aceito. Levantemos a bandeira da Palavra de Deus como a melhor e maior profecia já existente e que qualquer outra “manifestação” ou “movimentação espiritual” que vai além dela deve ser totalmente excluída da nossa prática de vida. Não tenhamos medo de dizer que tal manisfetação não seja de Deus, pois muitos temem em estar pecando contra o Espirito Santo se tal ocorrido for de algo de Deus, por isso peçamos discernimento a Deus para julgar cada situação. Lembramos das palavras de Jesus sobre tais pessoas no evangelho de Mateus 6.21 a 23:
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.


Confira este vídeo de um pregador que vasculhava o orkut das pessoas e depois profetizava no culto. Mediante a isso precisamos ter discernimento para não sermos enganados por movimentações e não unção de Deus que ocorrem por aí.




Confira todo o vídeo no youtube- Pr. desmascarado


Fique na Paz de Jesus